
Há uns dias observei nos nossos (des)noticiários que decorria na Hungria um concurso que visava eleger a Miss cirurgia plástica. Como homem, visionei com agrado aquelas lindas caras, as coxas sem celulite e os peitos volumosos daquelas senhoras.
E é anunciado a vencedora... exclamei com espanto para a minha mãe: "Mas ela é uma chavala da minha idade!", 22 anos continuo achar que é uma idade precoce para tal galardão. Tal apenas me deixa com vontade de sorrir quando me miro ao espelho todas as manhãs, contemplo o meu cabelo despenteado, a barba de "à quinze-dias", a pele com tendência acneica e penso para os meus botões: "Eu sou perfeito porque sou eu mesmo, não quem julgo ser, nem quem eu quero ser". Como há tantas pessoas a deixarem de ser perfeitas para serem apenas belas... uma estupidez...
Que rico tema que foste tocar. Na minha opinião ñ acho assim tão escandaloso o uso de métodos de beautificação (se é que esta palavra existe). Há um sentido terapeutico para quem o faz, que atire a primeira pedra quem nunca quis mudar algo no nosso corpo. Embora isto saliento um pormenor, a verdade é que muita gente só vê o exterior. Heis que este é indubitavelmente o problema atrás da cortina(olha para mim a embelezar o texto). Cada vez mais trabalha-se para as "imagens" em vez de se trabalhar para outras coisas. E então não me admira o estado politico/social do mundo. Aqui é onde reside a podridão da beleza, o excesso de importância que a esta dão.E é tão interessante ver essas misses quando abrem a boca (ironia) ou saber que cerca de 50% dos americanos não sabe onde ficam os EUA no mapa. E em jeito de final, olha lá sobral quem é que ñ gosta de ver um "corpão" bem trabalhado, sendo ou não natural. Desde que de boca fechada, a não ser que se dê outro uso para além de falar...
ResponderEliminarabraço